“Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero dar amor, afinal, é ele a grande essência da vida. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a descascar laranja. Quero perder o medo de trovão. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir.”
Clarissa Corrêa.  (via quotteando)



“Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos.”
Clarissa Corrêa. (via consertado)


“Mas senhor, se não for incomodo, gostaria de saber se existe algum lugar em que eu possa me sentir em casa. Em qual ponto do mapa eu posso encontrar as tão famosas ilhas da Calma e da Tranquilidade? Se não for incomodo, quero algum lugar onde eu possa estar alinhado comigo mesmo, porque agora, neste instante, sinto-me como se eu fosse um papel picotado em mil pedaços e que logo em seguida fora dispersado aos ares por uma brisa forte. Com sua licença, senhor, tenho que continuar à procura do meu eu. Por favor, não o viu passar por aqui? Na última vez em que vi, ele estava com a aparência meio cansada, com os olhos pesados e cabelos despenteados. Ele dizia a toda hora que iria ter um encontro a três com a lua e com as estrelas. Será que elas gostam de jantares à luz de velas? Eu, particularmente, acho muito romântico. Mas não sei, nos dias de hoje os valores estão tão invertidos, senhor, que não me surpreenderia alguém dizer que acha as rosas feias ou que um céu estrelado não emociona. Ora, mas as rosas são tão belas! Elas retratam a mais pura obra do amor, que, apesar de sua beleza e vitalidade, tem lá os seus espinhos. E quanto ao céu? Lá de cima a lua pisca pra mim e eu pisco de volta, e, aqui entre nós, senhor, acho que estou apaixonado! Sua graça me encanta estando ela crescente, cheia ou minguante. Um dia, senhor, a perguntei se as vezes ela não se sentia sozinha, e sabe o que ela disse? Disse que não, porque sabia que apesar da nossa distância, eu estava ali, sempre com ela, e que o amor une perfeitamente todas as coisas. Sabe, me senti tão especial naquele dia! É tão lindo e gratificante quando sentimentos são recíprocos, não é? Eu gosto da lua e ela gosta de mim. Ela é a minha rosa. E quando as nuvens entram na frente dela e ofuscam o seu brilho, por Deus, pode parecer um tanto quanto exagerado, mas me dá um aperto no peito, senhor, que eu não sei como explicar. E quando ela está em sua fase nova, onde eu não a vejo, o aperto dobra! Acho que chamam esse aperto de saudade. É isso mesmo, senhor? E quanto as estrelas? Na minha opinião, acho elas um pouco desorganizadas, mas olha, é exatamente isso que faz com que eu as ame tanto! Elas simplesmente vão iluminado a imensidão escura do céu da noite sem se preocuparem com as dimensões exatas ou se estão endireitadas em linha reta. O céu a noite é tão belo e tão bagunçado! Bagunçado assim como o meu quarto. Minha mãe, senhor, ela fica um pouco brava com isso, mas é que eu, no fundo, gosto de uma bagunça, porque é nela em que eu me acho, e, é por isso que é nas estrelas em que eu me encontro. Por que os adultos cismam tanto com coisas milimetricamente perfeitas, senhor? Veja bem, eu até gosto de alguns defeitos, porque são eles que tornam as estrelas tão únicas. A bagunça faz o céu ser perfeito, isso não é fascinante? Eu não entendo, senhor, por que hoje em dia o céu passa tão despercebido pelas pessoas? Elas andam com tanta pressa e urgência que nem reparam na imensidão azul bem acima delas que, hora ou outra, se transforma em azul-escuro alaranjado ou em outros inúmeros degradês de cores. Ah! O céu e suas cores tão vívidas… Sabe, eu poderia fitá-las a minha vida inteira. Elas me trazem uma paz tão grande, tão doce, tão branda. Lá em cima me sinto tão em casa, tão em mim. Acho que eu já sei onde eu quero morar, senhor. Eu finalmente encontrei a minha morada. Descobri onde está o meu eu desaparecido. Ele se perdeu por entre os encantos da lua e se maravilhou entre as cores do crepúsculo. Se impressionou com a imponência do sol e se comoveu enquanto contemplava a delicadeza das estrelas. Eu quero morar no céu, senhor! Eu quero viver entre o caos dos astros e asteroides. Ouvi dizer que lá os humanos ainda não pregaram suas marcas de destruição. Eu não quero morar aqui onde os sonhos trancam a porta e dizem adeus. Eu não quero ter que permanecer neste lugar. Eu quero dar um abraço apertado na Sra. Lua e me banhar por entre os brilhos dos vaga-lumes, senhor, por favor, qual é o endereço? Por favor, senhor, se não for incomodo, aonde é que fica o atalho para as estrelas?”
 Igor Salles. (via romanteios)

“Eu já tive vontade de colocar o pé na estrada. Assim, meio sem rumo. Tirar as coisas do guarda-roupa, colocar de qualquer jeito dentro da mala e ir. Sem destino, sem hora para voltar.”
Clarissa Corrêa.   (via alentador)



“Eu quis escrever num outdoor do tamanho da sua cozinha “ôh, tá me perdendo porque?! Eu tô aqui” e depois gritar num alto falante de carnaval “Fica, fica, tem eu. Volta.” Mas desde quando a gente pede uma coisa dessas? Desde quando a gente pede pra alguém ficar? Mesmo que a vontade seja de rasgar o moletom branco e entrar embaixo da sua pele clara e cheirosa. Amor não se implora, você sabe.”
You need to go back, Isaac. (via adesejar)